Faz hoje 10 anos, ou amanhã, sei lá, que começamos a namorar.
Por acaso não decorei o dia e nem sequer o mês ele é que sabia e me elucidou, era uma coisa que deixei de dar importância.
No S. João... há 10 anos...
Já não tenho dividas, já tenho uma conta só para mim, a via verde já lá debita, assim como o gás, devagarinho isto vai indo.
Já sei como mudar a luz, faltando dar a volta à água. Mas isto vai lá.
Que ainda gosta muito de mim, que desde que me deixou nunca mais teve estabilidade, que o ele tem com a outra não tem futuro, "eu bem vi como ele te olhou, quando cá estiveste, ele não tirou os olhos de ti" - Uma cirurgiã, que não me conhece de lado nenhum, nem sabe quem eu sou, que veio de Águeda e para lá voltou, e a empregada do bar, que é uma linguaruda de primeira, sendo a primeira vez que ela me aborda para contar isto.
E o que é isto? Nada, não senti nada, nem fiquei contente, nem triste, fiquei incrédula, que falassem assim de mim, pessoas que não me conhecem de lado nenhum.
A passara tem muita inveja de mim, olha-me de lado, tira-me as medidas, quer ser como eu, ter pessoas que gostem dela como de mim, ela deve mandar bocas sobre mim, a ele, a pica-lo, para ver se tira nabos da púcara ou meter veneno.
è tudo sombrio à volta dela, tem uma nuvem negra, e não é por cima, é a volta dela, sempre de trombas, não se ri, não fala, existe mas não vive, tão nova que ela é e tão sombria, mal disposta, de mal com a vida, deve ser daquelas pessoas que estão sempre a deitar a culpa nos outros de tão desgraçada que é, que tem sempre razão, nunca se engana e os outros é que tem culpa dos maus atos dela.
10 anos, há 10 anos foi diferente, foi bom, já foi!
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